Campanha pela prevenção do câncer de mama deixa Rio cor de rosa

Publicado em: 15 outubro 2014 ás 11:16:50

Até o domingo (19), quem visitar o Bondinho do Pão de Açúcar à noite vai ver o espaço Baía de Guanabara, onde fica a praça de alimentação no Morro da Urca, iluminado de rosa em homenagem ao Outubro Rosa. Quem passar pelo Aterro do Flamengo, na Zona Sul, também poderá ver o morro iluminado.

O movimento Outubro Rosa surgiu a partir de uma ação do mesmo nome iniciada na Califórnia, Estados Unidos, em 1997, quando vários monumentos históricos foram iluminados de rosa para chamar a atenção da população para a importância dos exames periódicos de prevenção do câncer de mama, como o autoexame e a mamografia. A doença é hoje o tipo de câncer que mais ataca as mulheres de todo o mundo.

“Infelizmente, o câncer de mama é o mais incidente na população feminina mundial. Mas, se detectada e tratada precocemente, a doença tem muito mais chance de cura. Apoiamos o movimento porque acreditamos que a prevenção é fundamental para a diminuição desta triste estatística”, afirma Maria Ercília Leite de Castro, diretora-geral da Companhia.

Outros pontos turísticos da cidade, como o Cristo Redentor, também vão aderiram à campanha como Cristo Redentor. O monumento símbolo do Rio de Janeiro ganhou iluminação rosa na sexta-feira (10) rosa para lembrar as mulheres da importância de manter os exames em dia.

A ação, da Arquidiocese do Rio de Janeiro em parceria com a Secretaria de Saúde e a ONG Laço Rosa, também faz parte da celebração dos 83 anos. A primeira-dama do Estado, Maria Lúcia Horta Jardim, enfatizou a importância de o Rio de Janeiro abraçar o Outubro Rosa.

“A campanha chama a atenção para a prevenção de uma forma belíssima, principalmente com o Cristo nos iluminando e orientando. É uma causa importantíssima para todas as mulheres”, disse a primeira-dama.

Ao longo de outubro, os prédios do Rio Imagem, no Centro, dos Hospitais Estaduais da Mulher (São João de Meriti), da Mãe (Mesquita) e dos Lagos (Saquarema) estarão iluminados de rosa, além da Ponte em Arco do MetrôRio. O Maracanã também se coloriu pela causa nos dias 4,8 e 9 de outubro.

Caminhada Rosa
Já no sábado (18), a Associação de Apoio à Mulher com Neoplasia (AAMN) promove a Caminhada Rosa no Bosque da Barra, na Zona Oeste do Rio. O evento também faz parte da campanha Outubro Rosa, que visa chamar a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e conta com apoio da Fundação do Câncer (www.cancer.org.br). O ponto de encontro para a caminhada é na entrada do Bosque da Barra, na Avenida das Américas 6000, às 8h.

As inscrições que dão direito a um kit com camisa, boné e filtro solar, custam R$ 55, e podem ser feitas pelo site www.caminhadarosa.com.br até esta quarta-feira (15)  ou até quando o número máximo de kits (250) for atingido. Mas qualquer pessoa pode participar, mesmo sem a camiseta da caminhada.

Com 10 anos de atividades, a AAMN é uma instituição sem fins lucrativos que fornece de graça hospedagem, alimentação, transporte e assistência psicológica para pacientes durante o período de tratamento ambulatorial no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Hospital Universitário do Fundão e no Hemorio.

Já a Fundação do Câncer, criada em 1991, é uma instituição sem fins lucrativos que capta recursos e investe em prevenção, diagnóstico, tratamento, programas e projetos relacionados ao transplante de medula óssea e sangue de cordão umbilical, cuidados paliativos e pesquisa.

Na caminhada estará presente a carioca Sheila Prado, de 42 anos, casada e mãe de uma adolescente. Colaboradora da Fundação do Câncer desde 2001, depois de anos de dedicação ao trabalho na luta contra o câncer, ela teve que conviver com a doença. Em janeiro de 2013, recebeu o diagnóstico de câncer de mama – um tumor de 12 cm de diâmetro, com risco de se espalhar para outras partes do corpo. Mas com vontade de viver e  esperança da cura, ela superou a doença.

“A primeira reação foi de desespero. Achei que era minha sentença de morte. Não me importei nem me entristeci por ficar careca ou sem uma mama. Minha vida é muito mais do que isso. O cabelo cresce e a mama pode ser reconstruída”, afirma.

Ela explica que não parou de trabalhar durante o tratamento e acha que pode ter ajudado na recuperação.

“O fato de trabalhar na luta contra o câncer já me fazia muito bem, porque é uma missão muito bonita. Depois de ter um câncer, minha vontade de lutar só aumentou”, diz.